Eu vejo como todos - inclusive eu - querem um amor. Querem alguém que os ouça, que fale tudo o que precisam ouvir. Que seja seu amigo, e que ame também os seus amigos. Que saia contigo pro cinema, para festas ou reuniões de família chatas. E, por falar em família, esse alguém também tem que amar seus familiares. Que chame sua mãe para almoçar, ou apenas tenha assunto no almoço no domingo. E querer isso não é errado; temos que querer alguém que venha pra somar em tudo; que faça sua aura brilhar de tanta paixão e orgulho ao vê-la, por ter alguém assim do seu lado. No entanto, muitos se perdem em amores mendigados, na esperança de que um dia este torne-se o amor ideal. Mas deixa eu falar: isso não acontece. Sabe por quê? 

Porque o amor tem que ser bom. Tem que aumentar a auto-estima, ao invés de tirá-la de você; te deixar mais feliz do que triste. E isso não significa que você não vai se estressar, perder a paciência, gritar com a pessoa que amas. Significa que, depois de gritar, você vai reavaliar a situação e voltar pra conversar; que, quando você perder sua paciência, vai sair respirando fundo, procurando-a; que, quando se estressar, não vai criar espaço pra que aquilo vire mágoa e, consequentemente, munição para outras brigas; que, embora seja difícil - porque somos humanos -, será fácil, porque há amor. 

Talvez você ame assim apenas uma vez, ou dez. Talvez você nunca se permita amar desse jeito, porque está mendigando amor.




2 Comentários

  1. Que texto mais fofo!
    Super concordo que não devemos medingar amor e que temos sim que buscar por alguém que nos complete em todos os aspectos, que tenha paciência para nossas crises e nos respeite acima de tudo.

    beijinhos!

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