Sim, eu gosto dos jogos que antecedem um relacionamento. Não, eu não sou uma boa jogadora. Sou pisciana, preciso das coisas ditas com clareza. Entretanto, há uma diferença entre o jogo da conquista e o jogo de desinteresse, e eu odeio esse último. O jogo do desinteresse é quando ambos se gostam, mas negam até a morte. Tenho preguiça de gente que demonstra excessivamente, mas quando correspondido, foge. Pessoas que querem sempre ser mimadas e esperam atitudes dos outros.
           Eu gosto mesmo é quando os olhos conversam, quando até o toque nas mãos é algo divino, mesmo que por segundos, ou quando se desaprende a respirar perto da pessoa desejada. Eu gosto quando os olhos e a mente se esforçam para usufruir cada momento, cada segundo, registrar cada detalhe, qualquer sinal de afeto... Ah, os afetos! Um abraço dado na despedida ou até mesmo do nada, só pelo simples fato de abraçar e sentir a pessoa ali tão próxima, tão humana... O toque voluntário e preciso, o coração acelerado.
          Me questiono se alguém não gosta disso: o afeto sem nome e sem certezas, apenas um afeto dado sem porquês, como o verdadeiro afeto é. Talvez seja o fim do domingo trazendo à tona os sentimentos que ficam escondidos nas entrelinhas da minha vida e que eu insisto em não ler, mas é disso que eu gosto. Eu gosto de gostar, de querer e sentir que é recíproco. E é provável que não seja, mas não é sobre conquistar a outra pessoa; é sobre se conquistar. É voltar a ter aquele sorriso bobo, aprender a inspirar do jeito certo, ter aqueles olhos brilhando, a pele renovada e sentir-se mais forte e vulnerável na mesma proporção. É, eu gosto mesmo desses joguinhos!



https://www.youtube.com/watch?v=JGwWNGJdvx8



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