Quote Semanal

“— Ah, Edward.— Ela suspirou enquanto ele acariciava seu rosto com as mãos ensanguentadas e a beijava delicadamente.

Edward afastou o rosto dos lábios dela.

— Eu amo você”

—O Príncipe Corvo

Entrevista com Bruno Haulfermet

O primeiro autor que entrevistei foi o meu querido Bruno Haulfemert (confesso que sempre sonhei em entrevistar ele). Acompanhe abaixo essa entrevista maravilhosa e te convido a conhecer mais desse autor.


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Aonde você busca inspiração para escrever seus livros? 
Normalmente muitas ideias aparecem quando eu não estou procurando. A maioria surge nos momentos em que estou relaxado ou distraído vendo algum filme ou série.Tudo pode me servir de inspiração. Depende do meu humor, da música que eu estiver ouvindo, do meu dia em si. Algo que para outros passaria despercebido, posso enxergar um enredo inteiro, subtramas, desdobrar em uma saga. Varia muito de acordo com o que eu pretendo passar com a história e o quão profundo eu quero
cavar ao apresentá-la para os leitores. 


A Ferida da Terra é um livro que já tem mais de 160 mil visualizações, como você se sente com tudo isso?
Foi muito louco! A Ferida da Terra foi o primeiro livro que escrevi, totalmente despretensioso. Tinha as ideias organizadas há anos e só em 2014 comecei a colocar tudo no papel, lançando no Wattpad pouco depois. A receptividade dos leitores foi incrível, carinho que continuo recebendo até hoje, de você, inclusive. Saber que alguém comprou sua ideia e acolheu dezenas de personagens no coração é muito legal. Por mais que, hoje, eu receba o feedback das pessoas, esse impacto de como um livro toca o leitor sempre me soa com ineditismo.


Você tem algum personagem com quem se identifique mais, ou até mesmo que seja inspirado em você? 
Aquele clichezão de que cada personagem leva um pouco do escritor é verdade. Eu tenho um pouco de mim neles, não dá pra negar. Posso apontar e dizer 'Esse aqui é rabugento como eu' ou "Essa aqui carrega os mesmos medos que eu tinha aos 15 anos' e coisas assim. É bem legal se ver neles. Os personagens carregam características que eu tive, que eu tenho ou que eu gostaria de ter, por isso não tenho um preferido.


Falando em personagens, tem algum casal que você shippa? E o que acha dos ships que seus leitores já criaram? 
Eu começo a escrever sabendo quem vai ficar com quem, isso quando decido juntar personagens. Acho o máximo quando vejo leitores shippando todo mundo, principalmente aqueles que não devem ficar juntos. Embora a história tenha seu rumo a seguir, gosto de deixar os leitores livres pra juntar quem eles quiserem. A história pode ser escrita por mim, mas a partir do momento que alguém lê, ela passa a ser dessa pessoa também. Logo, deixa ela shippar quem quiser, né?


Na sua descrição do wattpad você menciona que começou a ler graças aos gibis do Maurício de Souza, até hoje você tem esse hábito? E esse grande escritor te influência nas suas histórias? 
Nossa, a Turma da Mônica é muito marcante na minha vida! Eu passava na banca e me frustrava por não ter uma edição nova (porque o desesperado já tinha comprado todas!). Até hoje tenho uma gaveta imensa com os gibis. Gostava mais da Magali, por causa das cores e das comidinhas, e do Cascão, por ter sempre alguma aventura fantástica. O Almanacão também era muito dinâmico. Eu adorava! Hoje leio alguns mangás esporádicos e alterno meu tempo entre livros, séries e filmes, com o intuito de me inspirar. 
Mas é um fato que Maurício de Souza me fez gostar de ler. Os gibis colaboraram bastante para a minha fluidez na leitura e para ampliar meu vocabulário (mesmo com os erros do Cebolinha e o sotaque do Chico).


O que seus leitores podem esperar tanto de Depois das Cinco, quanto de a Pugna Regencial? 
Pugna Regencial é a continuação de A Ferida da Terra. Está mais denso, por ser uma continuação e já ter apresentado situações que agora vão se desenrolar. Além disso, acredito que a minha forma de escrever também está um pouco mais madura. Não vejo a hora de apresentar as novas complicações dessa história.
Depois das Cinco foi uma experiência interessante. É o primeiro standalone que escrevo, e também é a primeira trama que aplico uma carga maior de romance, embora o livro seja de fantasia. 
Em ambos, os leitores vão encontrar personagens densos, cuidadosamente trabalhados e muitas situações intrigantes. Gosto muito de jogar as coisas no ar e perguntar "E agora?". Adoro propor situações em que o leitor possa pensar e arquitetar suas próprias teorias. Quando eles dividem isso comigo, então, é maravilhoso. É alguém que está ali, absorvendo sua história, pensando daqui, pensando dali, tentando se colocar no seu lugar e achar alguma resposta para o que esta lendo. 
É demais.


Falando em a Pugna Regencial já tem previsão de quando essa história poderá estar chegando no wattpad? 
Pugna Regencial chega em 2018. Ele foi escrito antes de Depois das Cinco (que está sendo postado aos domingos no Wattpad), mas quero revisar tudo com calma, reescrever partes e lapidar personagens. É uma continuação, mas que não encerra a trama, por isso preciso organizar bem o que será apresentado, até para quando eu escrever o que virá depois (e que eu já tenho rascunhado também).


Sobre seu conto, como surgiu Lilibeth e sua história tão intrigante? 
Lilibeth é uma historinha de adolescente, escrita à mão com garranchos em algum dia perdido nos anos 90, por um garoto que adorava filmes de terror trash. Pretendo retirar da plataforma e algum dia transformá-la em algo mais adulto e dramático.


O que seus novos e antigos leitores podem esperar de suas histórias? 
Acredito que bastante criatividade. Procuro buscar soluções interessantes para o que apresento, equilibrando com algumas situações familiares e que vivemos no dia a dia. E meus livros também não têm floreios no vocabulário. Escrevo o que gostaria de ler. 


Gostaria de deixar uma última mensagem? 
Queria, antes de tudo, agradecer a oportunidade dessa entrevista. Fiquei muito feliz pelo convite, especialmente por vir de alguém que acompanha meu trabalho como escritor desde A Ferida da Terra. Significa muito para mim. 
Aproveito para convidar todo mundo a dar um pulinho no Wattpad, me conhecer um pouco mais e conferir Depois das Cinco. Leiam e me deem seus feedbacks! Sempre respondo todo mundo e adoro quando recebo notificação de comentário!
A todos os leitores, antigos e novos, obrigado pelo carinho! Vocês arrasam.





Obs. da Lady: Aos que me conhecem e acompanham sabem o quanto sou apaixonada pelo trabalho desse autor, admiro, sigo6 e faço questão de comentar tudo o que posso, ele sempre foi um amor comigo, me tratou bem e respondeu minhas mensagens (podem achar que ele me pagou para dizer isso, mas não pagou) e eu gostaria de agradecer muito por ele ter aceitado ser entrevistado e por ter conhecido ele mais um pouquinho *-*





3 Comentarios "Entrevista com Bruno Haulfermet "

  1. Bruno sendo especial em todas as suas entrevistas! Tenho orgulho de ser seu amigo pessoal, logo, diriam que sou suspeito pra falar. Como conheço a pessoa do Bruno, sempre soube o quão especial ele é, e sempre enxerguei o potencial existente nele. Tive a oportunidade de ler e dar o feedback a ele antes mesmo da maioria de seus leitores, e somente posso expressar meu orgulho por ele, pelo trabalho que ele está desenvolvendo! Não tenho dúvidas de que este meu querido amigo vai longe! Não deixem de conhecer o trabalho dele! Virarão fãs como eu, que mesmo se ele não fosse meu grande amigo como é, eu seria seu fã da mesma forma!!!

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  2. Te entendo bem, eu que não sou tão próxima sou uma tietê de carteirinha

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  3. Tô aqui morrendo de amores com essa entrevista. Com amigos e leitores como vocês a gente não precisa de mais nada. :)

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