Ele é calma, chá e casa. Ela costumava chama-lo de Trescês. Trescês gostava da pinta que ela tinha na testa, e das suas pequenas mãos, e como os braços dela eram tortos. Ele dormia cedo nos fins de semana. Bibi, como ele costumava chama-la, não dormia; saía com os amigos, dançava e bebia. Na manhã seguinte, Bibi tomava o café amargo de Trescês. Quando a ressaca dela acabava, os dois conversavam e ouviam músicas, assistiam filmes/documentários, iam para a pracinha em frente a casa deles e conversavam mais, riam mais e voltavam pra casa.
Trecês jogava dominó nas terças e quintas com seus amigos; Bibi ia para faculdade, era mimada pelo pai e filha única. Bibi era fogo, agora e rua. Era gastronomia, signos e basquete; bebida gelada, natureza e toques. Ele era hacker, códigos e cálculos.
Eles viajaram muito e também se amaram muito. Ele aprendeu a beber e a dançar. Ela aprendeu a jogar dominó. Eles se adaptaram um ao outro até que terminaram o relacionamento. Ele chorou muito; ela também. Os amigos se surpreenderam e os pais do casal também.
Trescês agora prefere ser chamado pelo nome: Rodrigo. Bibi ainda usa o apelido, mas não toma mais café amargo nas suas ressacas.
Rodrigo vive no trabalho; Bibi finalmente se formou e os dois nem se falam mais... Isso aconteceu há três anos.



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